Festivais: João Rock 2019

No final de semana do dia 15 de junho, o Malão marcou presença em mais um festival, o João Rock, que acontece anualmente na cidade de Ribeirão Preto. Pra quem ainda não foi apresentado ao festival, o festival já tem quase 20 anos e teve sua primeira edição em 2002. O João Rock se consagrou como um festival genuinamente brasileiro, que sempre recebeu grandes nomes do rock nacional e seus subgêneros em um único dia.


O festival só vem crescendo, e esse ano atingiu a marca de 70 mil pessoas, que se dividiram em três palcos, que iam do rap ao rock e que também deu espaço a alguns novatos na cena. E pra você que ficou curioso, fica aqui algumas dicas pra curti o festival no ano que vem.



INGRESSO

O João Rock comparado a outros grandes festivais, como o Lollapalooza e o Rock in Rio, tem ingressos com preço bem acessível. A pré-venda acontece em março, os ingressos desse ano iam de R$90 a meia pista (ou R$100 o ingresso solidário, que se da mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível) até R$440 para o Camarote Colorado, a entrada mais cara. Durante a pré-venda, clientes do cartão Digio Visa tinham ainda 15% de desconto no valor da compra de qualquer setor.


HOTEL

Assim que os ingressos foram comprados, corri pra procurar hotel e tentar garantir o melhor preço e o mais perto. Acabei optando pelo Ibis Styles Braz Olaia, que ficava a 9km do festival e o preço mais em conta, R$169. A reserva que eu fiz não incluía café da manhã, mas é possível pagar R$25 no check in e aproveitar o café. Estacionamento já estava incluso. O shopping Iguatemi fica a 1,4km do hotel, e é uma ótima opção pra almoço, pra quem chega no dia do festival e quer correr pra poder aproveitar.


A VIAGEM

Sai de São Paulo as 8h do dia 15, com uma caravana de quase 20 amigos. Optamos por ir de carro, já que o aluguel de uma van sairia muito caro, porque teríamos que arcar com alimentação e hospedagem do motorista. Pra quem sai de SP a viagem demora em torno de 3h30, mas prepare o bolso para os pedágios, 14 no total, com preços em torno de R$7,60 cada, o que deu um total de R$110, somando ida e volta. A viagem é um pouco cansativa, então aconselho ir na sexta, pra poder descansar e aproveitar bem o festival.


ESTRUTURA DO FESTIVAL

Como optamos por ir pra Ribeirão no dia do festival, chegamos na cidade em torno da 13h, almoçamos e resolvemos descansar um pouco antes de ir para o festival. Na hora de ir, resolvemos ir de carro, porque o estacionamento acaba saindo bem em conta se for dividido com mais gente já que custa R$50 para carros e R$30 pra motos, e também porque ficamos com medo dos preços dinâmicos do Uber na saída. Foi a melhor coisa que fizemos, porque a fila do taxi era gigante, e não tinham muitos carros disponíveis, além de que o celular não pegava, ou seja, nem rolava Uber.


Saímos as 18h com destino ao festival, e ai começaram os perrengues. Até a chegada no Parque Permanente de Exposições, onde acontece o João, não tivemos problema, o problema foi pra achar o tal estacionamento oficial.


Diferente do Lolla, o João não tem uma estrutura tão organizada assim, faltou placas e policiais indicando o estacionamento. Seguimos uma das placas e caímos numa rua cheia de flanelinhas uniformizados, como se fossem oficiais, oferecendo estacionamento a todos os preços, a maioria R$20, mas como era um lugar bem deserto e que não dava nenhuma pista de onde era a entrada do festival, ficamos com um certo medo. Depois de uns 20 minutos rodando, achamos um dos estacionamentos oficiais, que pelo que eu entendi, é um terreno imenso com várias entradas. O estacionamento é pago logo na entrada, e pode ser pago em dinheiro ou cartão.


Pra quem foi no SWU com certeza vai ver uma forte semelhança com o João Rock, já que a saudosa fazenda Maeda lembra e muito a estrutura do festival, principalmente da entrada, prepare-se pra encarar muito barro!


Como chegamos a noite, levamos um tempinho pra encontrar cada palco e pra onde queríamos ir, mas lá dentro tudo parecia bem organizado, a pulseira já carregada também facilita a vida na hora de comprar bebida e comida, mas se quiser carregar la na hora também é bem ok, não tem fila e é possível fazer em caixas ambulantes quer circulam pelo festival. Outra coisa legal é que eles permitem levar algumas coisas pra comer, no site eles divulgam o que pode e o que não pode, e aquele club social esquecido na bolsa, faz toda diferença pra dar uma segurada na fome.


Uma coisa que estranhamos muito foi não encontrar lixeiras facilmente e também não ver gente recolhendo o lixo, não sei se temos uma consciência maior, mas doía no coração ter que jogar no chão e ver tudo forrado de lixo, as vezes chegamos a guardar papeis e garrafas na bolsa pra não ter que jogar no chão.



OS SHOWS

A melhor parte é que a maioria dos shows acontecia no palco principal, então acabamos nem tendo que sair do lugar. Cada show tem duração de 1h e é tudo muito bem cronometrado. Os artistas se revezam em dois palcos principais, posicionados lado a lado, pra que nada atrase, já que o intervalo entre um show e outro é de 5min.


Foi bom ir em um festival em que a galera está realmente interessada em ver os artistas e também rola um respeito, nunca pensei em ver Alceu Valença e CPM22 no mesmo festival, mas lá rola, e é tudo lindo!


PLUS | BAR DO NELSON

No domingo resolvemos provar algo bem tipico da cidade, e alguns pessoas nos indicaram a parmeggiana do Bar e Restaurante do Nelson. Chegamos meio dia em ponto, e o bar já estava cheio e com espera de 40 min, mas olha, valeu muito a pena esperar. Nós dividimos uma parmeggiana pra 4 pessoas em 6, e no final ainda saímos no tapa pra decidir quem ia levar o que sobrou pra janta. Além da parmeggiana, pedimos uma porção de batata chips, e pasme, tudo isso saiu R$4o pra cada um, é muito amor! Perdoem a foto, mas a fome era tanta que não deu nem tempo de tirar uma foto da porção completa.


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